Carolina Herrera

O que a leva a emprestar sua imagem para uma campanha de prevenção ao câncer de mama?

Ajudar, criar consciência na medida do possível, para que centenas de mulheres possam prevenir uma doença que atinge cada vez mais pessoas e que, se tratada a tempo, pode ser vencida.

Por que você escolheu a iniciativa SER? Que diferenças existem entre esta e outras campanhas de prevenção ao câncer?

Quando a SER entrou em contato comigo, achei seu projeto para toda a América Latina fabuloso, no sentido de colocar à disposição todos os meios de mídia possíveis para que a campanha chegue a todos os níveis sociais e para promover a discussão sobre um tema que, embora muito difícil, precisa ser discutido devido a sua extensão; para dar ânimo, prestar solidariedade e conselhos às mulheres atingidas e conscientizar seriamente aquelas que não têm o problema para que tomem medidas preventivas.

Qual foi a inspiração para o desenho da camiseta que você fez para a Campanha SER?

Feminilidade, estilo, vida; destacar a porção mais vaidosa da mulher, com suas pérolas formando um laço. As mulheres podem, e é importante que se sintam bonitas, mesmo passando por uma situação difícil como essa.

Seu nome é uma das marcas internacionais de moda mais importantes e conhecidas do mundo, mas mesmo assim, os latino-americanos continuam a sentir você muito próxima. Como é sua relação com a América Latina e com a Venezuela, seu país natal, tendo vivido tanto tempo nos Estados Unidos?

Adoro a América Latina e, claro, a Venezuela. Minha relação com o continente é muito próxima e fantástica.

Sua marca é, em grande medida, um exemplo de "matriarcado corporativo", de um grupo de mulheres que conseguiram transmitir um apelo e um estilo de vida a um negocio que é controlado pela visão dos estilistas, a maioria homens. Como você transmitiu esta idéia de independência e sucesso a suas filhas e a seu negócio?

Há certas coisas que você não planeja nem decide como vão ser. Na família somos em muitas mulheres, e todas com personalidade; isso é o que nos fascina, ser mulheres, com valores femininos, família, crianças, e ter homens fortes, bonitos, sólidos e com senso de humor ao nosso lado. O sucesso é resultado de sorte, trabalho duro e persistência.

Você é um exemplo de sucesso e persistência para todas as mulheres latino-americanas. Quais você considera terem sido os principais passos ou decisões de vida que tomou para encaminhar sua carreira e transformar seu nome em sinônimo de glamour em todo o mundo?

Disciplina, persistência, o apoio de meu marido e de excelentes amigos que acreditaram em mim foram algumas das razões pelas quais continuo aqui. E coerência, muita coerência; um grande senso de valores éticos e trabalho, trabalhar nos bons momentos e também nos mais difíceis.

Você é esposa, mãe e uma empresária bem-sucedida. Como consegue combinar todas estas facetas e estar sempre elegante?

No meu caso, aconteceu de cada passo dado permitir um pouco mais de espaço para que o próximo passo fosse dado em terreno firme. Criei minhas filhas; Reinaldo e eu decidimos dar o passo quando elas já eram adolescentes.

Hoje tudo que conseguimos é imenso, mas foi consolidado com organização e senso de oportunismo. Hoje em dia viajamos bastante pelo mundo porque o crescimento foi e continua sendo espetacular, mas também há uma equipe de apoio que ajuda a fazer com que consigamos fazer tudo isso e sair, como você diz, “elegantes”.

Qual é a mensagem de Carolina Herrera às mulheres latino-americanas... as que, infelizmente, sofrem de câncer de mama neste momento e que você deseja atingir com a campanha de prevenção?

Minha intenção é oferecer meu apoio na medida do possível. Por isso decidi envolver-me; se minha imagem ajuda muitas mulheres a se reverem, se conscientizarem; se posso conseguir animar aquelas que sofrem com a doença com conselhos, com pequenos gestos que façam com que elas sintam-se melhor; se conseguimos juntos arrecadar fundos para que se estude mais e melhor este assunto, então farei o que estiver ao meu alcance por esta causa.

Ninguém, por mais conhecido que seja, pode se colocar no seu lugar quando não passou por isso, mas mesmo assim podemos apoiar, ajudar, estar presentes, animar e oferecer-lhes apoio moral; em alguns casos econômico, médico...

Em relação à mulher latino-americana, gosto de ver que conseguimos direitos iguais aos do homem, educação, integração profissional, altos cargos no mundo corporativo, e que, mesmo assim, conservamos com orgulho nosso lado feminino e o gosto por nos arrumarmos e sentirmo-nos bonitas.

voltar