Tipos de cirurgia para o Câncer de Mama
A maioria das mulheres com Câncer de Mama é submetida a algum tipo de cirurgia para tratar o tumor primário do seio. O objetivo da cirurgia é eliminar o câncer na medida do possível. Também pode ser realizada uma cirurgia para determinar se o Câncer de Mama se alastrou aos gânglios linfáticos sob o braço (ressecção axilar), para restabelecer a aparência do seio (cirurgia de reconstrução) ou para aliviar os sintomas de um câncer avançado. A seguir apresentamos um resumo dos tipos mais comuns de cirurgias de Câncer de Mama:
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Tumorectomía:
Também chamada de terapia de conservação do seio, a tumorectomia extirpa apenas a protuberancia detectada no seio e parte do tecido normal circundante. A tumorectomia normalmente é seguida por aproximadamente seis semanas de radioterapia. Se for necessário administrar também quimioterapia, é possível que o tratamento radioterápico seja adiado até que a quimioterapia seja totalmente finalizada.
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Mastectomia parcial (segmentaria):
Extirpação de maior quantidade de tecido que na tumorectomia. Normalmente é seguida de radioterapia.
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Mastectomia simples ou total:
Nesta cirurgia o seio é totalmente extirpado, mas não os gânglios linfáticos sob o braço nem o tecido muscular abaixo do seio. Às vezes são extirpados ambos os seios, especialmente se a mulher apresenta um risco muito alto de Câncer de Mama. Normalmente não é muito mais difícil recuperar-se desta cirurgia do que quando se extirpa apenas um seio. Os efeitos secundários de apenas uma mastectomia ou de uma mastectomia dupla são poucos. A maioria das mulheres, quando internadas, recebem alta no dia seguinte.
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Mastectomia radical modificada:
Extirpação de todo o seio e de alguns gânglios linfáticos sob o braço.
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Mastectomia radical:
Extirpação extensa de todo o seio, dos gânglios linfáticos e dos músculos da parede torácica abaixo do seio. Esta cirurgia quase não é realizada atualmente porque a mastectomia radical modificada provou que tem a mesma eficácia com menos desfiguração e efeitos secundários.
Seleção entre tumorectomia e mastectomia
A vantagem da tumorectomia é que ela conserva a aparência do seio. Uma desvantagem é a necessidade de receber sessões de radioterapia durante várias semanas após a cirurgia. Contudo, algumas mulheres que se submeteram a uma mastectomia também precisarão de radioterapia. Para a maioria das mulheres no estágio I ou II do Câncer de Mama, a tumorectomia ou a mastectomia parcial (junto com radiação) é tão eficaz quanto a mastectomia. Não diferença entre as taxas de sobrevida das mulheres tratadas com estes métodos. Contudo, existem outros fatores que podem determinar que tipo de cirurgia seja melhor para você. Além disso, a tumorectomia não é uma opção para todas as mulheres com Câncer de Mama. Seu médico pode dizer se existem razões pelas quais a tumorectomia não seria o melhor para você.
Os possíveis efeitos secundários da mastectomia e da tumorectomia incluem infecções e acúmulo de sangue e líquido no local onde a incisão foi realizada. Se os gânglios linfáticos forem extirpados, outros efeitos colaterais também podem ser apresentados, como a inflamação dos braços (linfedema).
Outras cirurgias do Câncer de Mama
Ressecção axilar:
Esta operação é levada à cabo para determinar se o câncer se alastrou aos gânglios linfáticos da axila. São extirpados alguns gânglios linfáticos e observados ao microscópio. A presença ou ausência de células cancerosas nos gânglios linfáticos axilares é um fator muito importante para escolher uma terapia coadjuvante. Acreditava-se anteriormente que se a maior quantidade possível de gânglios linfáticos fosse extirpada o risco de propagação a outras partes do corpo fosse reduzido e melhoraria as probabilidades de cura do câncer. Agora se sabe que as células do Câncer de Mama que se propagaram além do seio e dos gânglios linfáticos axilares são mais bem tratadas com terapia sistêmica. A ressecção axilar é usada como exame para ajudar a orientar outras decisões sobre o tratamento do câncer.
Um dos possíveis efeitos colaterais da extirpação dos gânglios linfáticos é a inflamação do braço, chamada de linfedema. Isso ocorre aproximadamente entre uma a três mulheres em cada dez, cujos gânglios foram extirpados. As mulheres que possuem inflamação, enrijecimento ou dor no braço depois da cirurgia dos gânglios linfáticos devem certificar-se de informar imediatamente seu médico. Existem, freqüentemente, medidas para prevenir ou reduzir os efeitos da inflamação.
Biópsia do gânglio linfático sentinela: este exame constitui uma forma de analisar os gânglios linfáticos sem ter que primeiramente extrair todos. Neste procedimento é injetada uma substância radioativa e/ou contraste na área próxima ao tumor. A substância e o contraste são transportados pelo sistema linfático ao primeiro gânglio linfático (sentinela) que recebe a linfa do tumor. Este gânglio linfático é o que tem maiores probabilidades de conter células cancerosas caso o câncer tenha se propagado. Uma vez localizado esse gânglio, ele é extirpado e examinado. Se o gânglio sentinela contiver câncer, mais gânglios linfáticos são extirpados. Se não possuir câncer, talvez não seja requerida uma cirurgia adicional dos gânglios linfáticos. Este tipo de biópsia é complicado e é preferível que ela seja realizada por alguém com muita experiência em fazê-la.
Cirurgia de implante do seio ou reconstrução: estes procedimentos não tratam o câncer, apenas restauram a aparência do seio após a mastectomia. Se você vai se submeter a uma mastectomia e está considerando fazer uma reconstrução, deve falar com um cirurgião plástico antes da operação. Há várias opções sobre quando se pode realizar a cirurgia e de que tipo será exatamente.
Você pode obter informações mais detalhadas sobre cada um destes tipos de cirurgia em nosso documento “Reconstrução do seio após a mastectomia”.
O que esperar da cirurgia
Para muitas mulheres a idéia de uma cirurgia pode causar temor. Contudo, se você tem uma compreensão melhor do que esperar antes, durante e depois da operação, poderá aliviar muitos de seus temores.
Um dia depois da biópsia, você poderá saber se tem câncer ou não, mas a extensão da doença só será conhecida após a cirurgia. Você provavelmente se reunirá com seu cirurgião vários dias antes da operação para falar sobre o que ocorrerá. Será solicitado que assine um formulário de consentimento, que outorga ao médico autorização para realizar a cirurgia. Esse é um bom momento para fazer quaisquer perguntas que você possa ter.
É possível que peçam antes uma doação de sangue, caso seja necessária uma transfusão durante a cirurgia.
Seu médico perguntará sobre os medicamentos, vitaminas ou suplementos que você estiver tomando. Pode ser necessário suspender alguns durante uma semana ou duas antes da cirurgia.
O tipo de anestesia que será administrada depende em grande parte do tipo de cirurgia que será realizada e de sua situação. O tipo de cirurgia também determina quanto tempo será requerido pela operação e o tempo de internação.
Como regra geral, as mulheres que se submetem a uma mastectomia permanecem internadas durante uma ou duas noites e em seguida vão para casa. A tumorectomia e a biópsia do gânglio sentinela são feitas, em geral, ambulatorialmente e não requerem internação.
A duração da operação também depende dos tipo de cirurgia a realizar. Por exemplo, uma mastectomia com extração dos gânglios linfáticos pode levar de duas a três horas.
Após a cirurgia será colocada uma bandagem sobre a área, que se ajustará confortavelmente ao redor de seu peito. Também haverão um ou mais tubos (drenos) no seio ou na área da axila para extrair o liquido que se acumula durante a recuperação. A maioria dos drenos permanecem colocados durante uma ou duas semanas. Uma vez que o fluxo tenha diminuído para aproximadamente 30 ml diários, o dreno será retirado. A maioria dos médicos recomenda que o braço comece a ser movimentado pouco tempo depois da cirurgia, para evitar seu enrijecimento. Em geral, as mulheres que se submetem a uma tumorectomia ou a uma mastectomia surpreendem-se com a pouca dor que sentem na área do seio. Contudo, ficam menos felizes com as sensações estranhas na área da axila (adormecimentos ou pontadas).
Fale com seu médico sobre o que pode ser feito após a cirurgia para cuidar da área. É possível que receba instruções que informem o seguinte:
Cuidados da ferida e da bandagem
Cuidados com os drenos
Como saber se há uma infecção
Quando chamar o médico ou a enfermeira
Quando começar a usar o braço e como fazer exercícios para evitar seu enrijecimento
Quando começar a usar sutiã novamente
Quando e como colocar uma prótese de seio
O que comer e o que não comer
Quais medicamentos deve tomar (entre eles analgésicos e talvez antibióticos)
Que atividades deve ou não deve realizar
Quais sentimentos experimentará sobre sua aparência
Como contatar uma voluntária do programa “Recuperação a seu Alcance”, que consiste de mulheres especialmente treinadas para oferecer informação, compreensão e apoio.
Erá necessário visitar o médico uma ou duas semanas após a cirurgia, para que ele explique os resultados de seu quadro patológico e informe se haverá necessidade de tratamento adicional. Opções de Tratamento
Opções de Tratamento
Quimioterapia
Desde os estágios iniciais da doença, as células cancerosas podem desprender-se do primeiro tumor do seio e propagar-se através da corrente sanguínea. Essas células não causam sintomas, não podem ser observadas nas radiografias nem podem ser apalpadas durante um exame físico. Contudo, se lhes for permitido crescer, podem formar novos tumores em outras partes do corpo. O tratamento pode ser administrado para a detecção e eliminação dessas células. O tratamento usado desta forma é considerado uma terapia coadjuvante.
A quimioterapia é o uso de medicamentos contra o câncer que são injetados numa veia ou administrados por via oral (comprimidos). Estes medicamentos entram na corrente sanguínea e chegam a todas as partes do corpo, o que faz com que o tratamento seja útil contra os tumores cancerosos que se alastraram a órgãos distantes. Apesar dos medicamentos da quimioterapia destruírem as células cancerosas, também podem danificar células normais, o que pode ocasionar efeitos colaterais.
Se a quimioterapia é administrada após a cirurgia, pode reduzir as probabilidades de que o câncer volte. A quimioterapia também pode ser usada como tratamento principal numa mulher cujo câncer tenha se propagado para fora do seio e da área sob o braço, ou que tenha se propagado amplamente depois do tratamento inicial.
A quimioterapia também pode ser administrada antes da cirurgia, para reduzir o tumor e fazer com que seja mais simples extirpá-lo. Este método também permite que o médico observe como o tumor responde aos medicamentos. Se o tumor não diminui, podem ser usados medicamentos diferentes.
A quimioterapia é administrada em ciclos, de modo que cada período de tratamento é seguido por um período de recuperação. Em geral, o curso total de tratamento dura de três a seis meses. Freqüentemente, é mais eficaz utilizar vários medicamentos juntos do que somente um.
Os efeitos colaterais da quimioterapia dependem do tipo de medicamento usado, da quantidade administrada e da duração do tratamento. Você pode experimentar alguns desses efeitos colaterais temporários:
Extremo cansaço (o cansaço é causado pela escassez de glóbulos vermelhos)
Náusea e vômito
Perda de apetite
Queda de cabelo
Feridas na boca
Alterações no ciclo menstrual (que podem ser permanentes)
Aumento do risco de infecções (devido à escassez de glóbulos brancos)
Manchas ou sangramento após cortes menores (devido à escassez de plaquetas no sangue)
A maioria destes efeitos colaterais desaparece quando o tratamento termina. Por exemplo, seu cabelo voltará a crescer. Se você tem algum problema com os efeitos colaterais, certifique-se de informar seu médico ou enfermeira, pois costumam existir meios para ajudar.
Os efeitos colaterais permanentes podem incluir a menopausa precoce e não mais engravidar. Mas receber um tratamento quimioterápico nem sempre previne a gravidez e engravidar durante o curso do tratamento pode originar defeitos congênitos. Se você é sexualmente ativa, deve falar com seu oncologista sobre anticoncepcionais. Lesões no coração podem ser causadas se o medicamento Adriamycin for usando durante um período de tempo prolongado ou em doses altas; apesar disso, os médicos tem o cuidado de controlar as doses deste medicamento e devem observar qualquer sinal que indique problemas.
Além disso, muitas mulheres que foram submetidas à quimioterapia notam uma ligeira diminuição da concentração e memória (‘quimio-cérebro”). Isso pode durar por muito tempo, mas outros pesquisadores não confirmaram essas descobertas. Mesmo assim, seja ou não o “quimio-cérebro” um assunto real, as mulheres contam com todas as suas faculdades após finalizar a quimioterapia. Os estudos nos quais se determinou que o “quimio-cérebro” é um efeito colateral do tratamento mostram que os sintomas desapareceram, normalmente, após um ou dois anos.
Em ocasiões muito raras, vários anos após o tratamento contra o Câncer de Mama, certos medicamentos podem causar outro tipo de câncer chamado leucemia mielóide aguda. Mas os benefícios de tratar o Câncer de Mama superam em muito os riscos desta pequena probabilidade. O cansaço pode ser outro problema de longo prazo para as mulheres que recebem quimioterapia. Esse efeito colateral pode durar por muitos anos, mas pode ser minimizado. Fale com seu médico se o cansaço transformou-se num problema em seu caso.
Radioterapia
A radioterapia é um tratamento que utiliza raios de alta energia (como os raios X) para eliminar ou diminuir as células de câncer. A radiação pode ser aplicada por fora do corpo (radiação externa) ou a partir de materiais radioativos inseridos diretamente no tumor (braquiterapia).
O uso da radiação externa é mais freqüente para o tratamento do Câncer de Mama. É muito parecido com uma radiografia comum, mas durante um período de tempo prolongado. A radioterapia pode ser usada para destruir as células cancerosas que ficaram no seio, na parede torácica ou na área da axila, depois da cirurgia ou, menos freqüentemente, para reduzir o tumor antes da cirurgia.
Em geral o tratamento é administrado cinco dias por semana num hospital durante um período de aproximadamente seis ou sete semanas e é iniciado cerca de uma mês após a cirurgia. Cada sessão dura apenas alguns minutos. O tratamento em si não é doloroso. Se a quimioterapia também for administrada, o tratamento radioterápico é geralmente adiado para o fim do tratamento quimioterápico.
Os principais efeitos colaterais da radioterapia são a inflamação e a sensação de peso do seio, alterações parecidas com queimaduras na área tratada e cansaço. Estas alterações no tecido da pele e do seio geralmente desaparecem num período de 6 a 12 meses. Em algumas mulheres o seio fica menor e mais firme depois da radioterapia. A radioterapia não é administrada durante a gravidez porque pode ser danosa ao feto.
Outra forma de aplicar a radiação é mediante a colocação de sementes radioativas no tecido do peito próximo ao câncer. Podem ser aplicadas para dar um “estímulo” radioativo adicional ao tumor. Também estão sendo pesquisadas como fonte única de radiação. Até agora, os resultados tem sido bons, mas são requeridos mais estudos deste método para que possa ser usado como tratamento padrão.
Outro método que está sendo usado é chamado de “MammoSite”. Consiste de um globo fixo a um tubo fino. O globo é colocado no local da tumorectomia e é preenchido com água e sal. Em seguida é aplicada radioatividade através do tubo. O material radioativo é acrescentado e extraído duas vezes por dia durante cinco dias. Logo depois, o globo é retirado.
Terapia hormonal
O hormônio feminino, denominado estrogênio, pode promover o crescimento das células cancerosas do seio em algumas mulheres. Para estas mulheres, são usados vários métodos para bloquear o efeito do estrogênio ou para reduzir seus níveis para o tratamento do Câncer de Mama.
É possível administrar um medicamento como o tamoxifeno que se contraponha aos efeitos do estrogênio. O tamoxifeno é tomando em pílulas (comprimidos ou tabletes), em geral diariamente durante cinco anos após a cirurgia para a redução do risco de retorno do câncer. Os resultados de alguns estudos recentes demonstraram claramente que este medicamento ajuda as mulheres de todas as idades com Câncer de Mama em seus primeiros estágios e se o câncer contiver receptores de estrogênio. Além disso, ajuda a reduzir a probabilidade de Câncer de Mama em mulheres de alto risco.
Alguns estudos demonstraram o aumento da incidência do câncer do endométrio no estágio inicial (câncer da membrana que recobre o útero) entre as mulheres que tomam tamoxifeno. Contudo, esse tipo de câncer geralmente é diagnosticado num estágio muito precoce e quase sempre é curado mediante cirurgia. Informe imediatamente seu médico se houver qualquer sangramento vaginal fora do comum. Os coágulos sanguíneos são parte dos efeitos colaterais causados pelo tamoxifeno. Outros efeitos colaterais do tamoxifeno podem incluir sensações repentinas de calor e alterações no humor. Mesmo assim, para a maioria das mulheres com Câncer de Mama, os benefícios de tomar tamoxifeno superam os riscos. Os inibidores de aromatasa são um tipo de medicamento que freia a produção de estrógenos pelo corpo. Apenas surtem efeito em mulheres que já passaram pela menopausa e cujos cânceres são positivos para os hormônios. Estes medicamentos podem ser usados posteriormente, inclusive no lugar do tamoxifeno para reduzir o risco de que o Câncer de Mama retorne. Não causam câncer do útero e muito raramente geram coágulos sanguíneos. Podem, contudo, causar perda da densidade óssea e fraturas devido à eliminação dos estrógenos do corpo.
Existem outros tratamentos e medicamentos que afetam os hormônios femininos e que estão sendo utilizados para o Câncer de Mama. Seu médico pode dar mais detalhes sobre quaisquer tratamentos recomendados.
Terapia dirigida
À medida que se sabe mais sobre as alterações genéticas do câncer, os pesquisadores tem podido desenvolver medicamentos mais eficientes, projetados para combater essas alterações de modo específico. Estes fármacos dirigidos funcionam de diferentes maneiras que os comumente utilizados na quimioterapia. Geralmente ocasionam menos efeitos colaterais e costumam ser menos agressivos. Atualmente são usados em conjunto com a quimioterapia.
O trastuzumab (Herceptin) é um anticorpo monoclonal que se une à proteína que promove o crescimento (HER2/neu) e que está presente em pequenas quantidades na superfície das células normais e na maioria dos tumores cancerosos do seio. Alguns tumores cancerosos da mama tem demasiada quantidade dessa proteína que pode fazer com que o câncer cresça e se propague com maior rapidez. O Herceptin pode evitar que essa proteína cause o crescimento das células do Câncer de Mama. Também pode ajudar o sistema imunológico a combater melhor o câncer (os anticorpos monoclonais são versões sintéticas de proteínas do sistema imunológico que o corpo produz para combater as enfermidades).
Estudos recentes demonstraram que agregar Herceptin durante um ano à quimioterapia reduz em certas mulheres o índice de recorrência do câncer, bem como o índice de mortalidade em contraste com a quimioterapia simples após a cirurgia. Este enfoque se transformou no tratamento coadjuvante convencional para esses casos.
Os efeitos colaterais desse medicamento são relativamente leves e podem incluir febre e calafrios, debilidade, náusea, vômito, tosse, diarréia e dor de cabeça. Não obstante, pode ser que algumas mulheres apresentem danos cardíacos durante o tratamento. Esse dano pode ser melhorado ao deixar de tomar o medicamento. Se você está sob este tratamento, deve informar imediatamente seu médico caso tenha dificuldades para respirar ou problemas para realizar atividades físicas.
O Lapatinib (Tykerb®) é outro medicamento que ataca a proteína HER2/neu. Esse medicamento oral costuma ser tomando juntamente com a quimioterapia. É utilizado em algumas mulheres cujo câncer já não responde à quimioterapia com Herceptin®. Pode causar efeitos colaterais, mas não provoca os problemas de coração ocasionados pelo Herceptin® em algumas mulheres.
Medicamentos dirigidos aos vasos sanguíneos do tumor
O bevacizumban (Avastin®) é outro anticorpo monoclonal que pode ser usado em pacientes com Câncer de Mama metastásico. Também é usado em conjunto com outros medicamentos de quimioterapia. Este anticorpo ajuda a prevenir a formação de novos vasos sanguíneos que alimentem o tumor. O Avastin® é administrado por infusão intravenosa e em raras ocasiões pode provocar efeitos colaterais graves.
Bifosfonatos
Estão sendo usados dois medicamentos (bifosfonatos) que ajudam a fortalecer os ossos no tratamento do Câncer de Mama. Estes medicamentos fortalecem os ossos que foram debilitados ao serem invadidos por células do Câncer de Mama. São administrados por via intravenosa para ajudar a prevenir a deterioração dos ossos no caso do câncer ter se alastrado por eles. Há informes reportando efeitos colaterais graves em virtude do uso do bifosfonato. O osso da mandíbula pode deteriorar-se e isso causa dor. Os médicos ainda não sabem por que isso acontece. Parece ocorrer em pacientes que se submeteram a algum tipo de tratamento dentário enquanto tomavam os medicamentos. Portanto, se for requerido um tratamento dentário, este deve ser concluído antes de começar a tomar esses medicamentos. No passado acreditava-se que a quimioterapia em altas doses, seguida por um método denominado transplante de células mãe (transplante da medula óssea) oferecia melhor probabilidade de cura em algumas mulheres com maior risco de retorno do câncer ou com a doença em estágio avançado. Os médicos perceberam porem, que as mulheres que receberam a terapia em altas doses não viveram mais tempo que as mulheres que receberam o tratamento com a dose convencional. Além disso, a quimioterapia em altas doses com o apoio de células mãe pode causar efeitos colaterais graves. Ainda estão sendo realizadas pesquisas sobre este assunto. Por enquanto, os especialistas na área sugerem, agora, que as mulheres recebam esse tratamento apenas como parte de um estudo clínico.
Estudos clínicos
Os estudo de tratamentos promissores novos são conhecidos como estudos clínicos. Um estudo clínico é efetuado apenas quando existe algum motivo para acreditar que o novo tratamento possa ser valioso para o paciente. Os estudos clínicos são necessários para determinar novas e melhores formas de tratar o câncer. As principais perguntas que os pesquisadores querem responder são:
Esse tratamento é benéfico?
É mais eficaz que o que estamos usando agora?
Que efeitos colaterais ele produz?
Os benefícios são maiores que os efeitos colaterais?
Que tipo de paciente é mais provável de beneficiar-se com o tratamento?
Os estudos clínicos são efetuados em fases. Cada fase é projetada para responder certas perguntas.
O objetivo de um estudo na fase I é buscar a melhor forma de ministrar um tratamento novo e quantidade deste que pode ser administrada com segurança. O propósito principal de um estudo na fase I é determinar a segurança do medicamento.
Os estudos na fase II são projetados para determinar se o medicamento funciona. São administrados aos pacientes a dose mais alta possível que não cause efeitos colaterais graves e são observados de perto para verificar se tem algum efeito sobre o câncer.
Os estudos clínicos na fase III comparam o tratamento novo com o convencional. Divide-se um grande número de pacientes em dois grupos. O grupo de controle recebe o tratamento convencional e o outro grupo recebe o novo tratamento. Todos são observados de perto para determinar qual tratamento é mais efetivo. O estudo será detido se os efeitos colaterais forem demasiado severos ou se um grupo apresenta resultados muito melhores que o outro.
Se você está participando de um estudo clinico contará com uma equipe de especialistas que estará monitorando seu progresso cuidadosamente. Apesar disso, existem alguns riscos. Ninguém sabe de antemão se o tratamento será eficaz, nem exatamente quais efeitos colaterais poderão ser apresentados. É isso que se pretende determinar no estudo. Considere, contudo, que os tratamentos padrão também produzem efeitos colaterais. A decisão de participar de um estudo clínico é totalmente pessoal. Mesmo depois de ter ingressado num estudo clínico, você poderá abandoná-lo a qualquer momento ou por qualquer motivo. Participar de um estudo clínico não impedirá que você receba outros cuidados médicos que possam ser necessários.
Terapias complementares e alternativas
Pode ser que você ouça seus familiares e amigos falar sobre diferentes tipos de tratamento. As pessoas tendem a oferecer todo tipo de coisas como vitaminas, ervas, técnicas de redução do stress, acupuntura e muito mais. Há, atualmente, um grande interesse em tratamentos complementares e alternativos contra o câncer. Antes de fazer alterações em seu tratamento ou de acrescentar qualquer um desses métodos, certifique-se de falar com seu médico ou enfermeira. Alguns métodos podem ser usados com segurança juntamente com o tratamento convencional. Outros, entretanto, podem interferir com o tratamento convencional e causar efeitos colaterais graves. Por isso é importante falar abertamente com seu médico. Você pode obter informação adicional sobre os métodos complementares e alternativos através de nosso telefone gratuito ou de nossa página na Internet.

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