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O que é o Câncer?

O câncer ocorre quando as células em alguma parte do corpo começam a crescer sem controle. As células normais dividem-se e crescem de modo ordenado, enquanto as células cancerosas não. Estas continuam crescendo e deslocando as células normais. Embora existam muitos tipos de câncer, todos têm em comum o crescimento sem controle das células.

Algumas vezes as células cancerosas desprendem-se do tumor e se propagam a outras partes do corpo através do sangue ou do sistema linfático. Elas podem estabelecer-se numa região nova e formar novos tumores. Dá-se o nome de metástase a essa ocorrência. O câncer que se propaga dessa forma é conhecido como câncer metastásico.

O seio de uma mulher é formado por glândulas mamárias ou produtoras de leite (lóbulos), ductos (pequenos canais que levam o leite dos lóbulos ao mamilo), tecido adiposo e conjuntivo, vasos sanguíneos e vasos linfáticos. A maioria dos cânceres de mama começa nas células que recobrem os ductos (carcinomas ductais), alguns se iniciam nos lóbulos (câncer lobular), e o resto se origina em outros tecidos.


Os vasos linfáticos se parecem com as veias, exceto pelo fato de que estes transportam líquido linfático ao invés de sangue. A linfa é um líquido claro que contém células do sistema imunológico e substâncias rejeitadas. A maioria dos vasos linfáticos do seio conduz aos gânglios linfáticos sob o braço, que são chamados de gânglios axilares.

Se as células do Câncer de Mama chegam aos gânglios linfáticos sob o braço e continuam a crescer, provocarão sua inflamação. Uma vez que as células cancerosas tenham alcançado estes gânglios, há maiores probabilidades de propagarem-se também a outros órgãos do corpo.

Entender o linguajar médico relacionado ao Câncer de Mama pode ser um desafio. Estes são os tipos mais comuns de Câncer de Mama:

Carcinoma in situ: este termo é utilizado para descrever o câncer no estágio inicial, quando está restrito à área imediata onde se originou. Quando se refere especificamente ao Câncer de Mama, in situ significa o câncer que permanece restrito aos canais ou aos lóbulos, dependendo do local onde tenha se originado. Não invadiu o tecido circundante do seio nem se propagou a outros órgãos do corpo.

Carcinoma ductal in situ (DCIS): este é o Câncer de Mama não invasivo mais comum. DCIS significa que o câncer está limitado aos ductos e não se propagou através das paredes dos ductos ao tecido do seio. Quase todas as mulheres que tem câncer neste estágio podem ser curadas. A melhor forma de diagnosticar o carcinoma ductal in situ a tempo é com uma mamografia.

Carcinoma lobular in situ (LCIS): esta condição origina-se nas glândulas mamárias (produtoras de leite) e não atravessa a parede dos lóbulos. Embora não seja um câncer verdadeiro, o carcinoma lobular in situ aumenta o risco de uma mulher desenvolver Câncer de Mama mais adiante. Por essa razão, é importante que as mulheres com carcinoma lobular in situ sigam as indicações que são apresentadas mais adiante sobre o diagnóstico do Câncer de Mama.

Carcinoma ductal invasivo (infiltrante) (IDC): este é o Câncer de Mama mais comum. Começa num ducto ou conduto lácteo, atravessa sua parede e invade o tecido do seio. Desse local pode propagar-se a outras partes do corpo. É responsável por aproximadamente 80% de todos os casos de Câncer de Mama invasivo.

Carcinoma lobular invasivo (infiltrante) (ILC): este câncer começa nas glândulas mamárias ou lóbulos. Pode propagar-se a outras partes do corpo. Aproximadamente 10% de todos os casos de Câncer de Mama invasivo são deste tipo.

A probabilidade de uma mulher desenvolver Câncer de Mama invasivo durante sua vida é de 1 em 8. A probabilidade de morrer em conseqüência do Câncer de Mama é de aproximadamente 1 em 33. As taxas de mortalidade em virtude do Câncer de Mama têm diminuído. Provavelmente, essa diminuição deve-se ao diagnóstico precoce e às melhorias nos tratamentos.

A INFORMAÇÃO DESTA SEÇÃO FOI FORNECIDA PELA SOCIEDADE AMERICANA DO CÂNCER (ACS) – www.cancer.org/espanol



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